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Acho que eu tenho uma figurinha para isso

Atualizado: 12 de jul. de 2021

Aaah essas figurinhas do WhatsApp. O que seria do meu diálogo sem essas famosas figurinhas? Elas falam por mim. Elas falam aquilo que eu quero dizer e muitas vezes não posso. Elas concretizam os meus pensamentos.


Será que estou exagerando este meu sentimento pelas figurinhas?


Se estou, acho que não é só eu. Olha este ocorrido abaixo.


Outro dia, por algum motivo que eu não me lembro ao certo qual foi, comentei com uma colega do meu trabalho o quanto eu gostava dessas figurinhas. Ela, com os olhos cheios de lágrimas, eu juro, estavam cheios de lágrimas mesmo, demonstrando uma tristeza profunda, disse que não tinha superado a perda das suas figurinhas😲. Sim pessoal, ela estava em luto por ter sumido as famosas figurinhas do celular. Quanto mais eu falava sobre o assunto, mais ela entristecia. Foi quando notei que de fato ela tinha sentimento pelas figurinhas e mudei completamente o assunto.


Mas fiquei refletindo sobre isso, e achei que merecia um artigo, porque de fato, as figurinhas tem suprido uma comunicação direta dentro das empresas, que, muitas vezes, é repreendida.


Dizer para uma pessoa que você está muito brava, nervosa e irritada pode ser entendido como você sendo uma pessoa impaciente, dura e direta.

Mas se esta comunicação vira um emoji de cara amarrada ou uma figurinha tipo da “Carminha” ou da “Nazaré”, ícones de novelas brasileiras, a mensagem é a mesma mas abordagem é muito mais leve.


Para dizer coisas boas também super funcionam, principalmente para fugir da interpretação de ser um assédio, por exemplo.


Aquele chefe charmoso, aquele colega de trabalho lindo, aquela líder inspiradora, ao invés de abordá-los dizendo o quanto é gratificante estar com eles, que tal um emoji de corações ou aquelas das crianças fofas exaltando felicidades?

Fica uma comunicação muito menos ofensiva, não é?


Olha outro exemplo.


Trabalho com uma pessoa, na qual eu admiro demais, e sempre tentei dizer muitas coisas para ela, mas as respostas não ultrapassavam mais de 2 sílabas: “bom dia, boa tarde, ok, obrigado, indeed“.

Foi quando um dia resolvi mandar a primeira figurinha. E foi uma libertação. Parecia que o “amor” tinha sido correspondido.

Ainda eram poucas palavras, mas as imagens diziam muito mais. E pude ficar mais feliz com a interpretação dos símbolos.


Mas toda intimidade tem um risco, e é aí que “mora o perigo”.


Não é porque é uma figurinha que eu não precisamos agir com respeito. Em nenhuma circunstância é aceitável aquilo que ofenda a ética e os valores do outro.

Por este motivo, antes de partir para os símbolos, priorize a conversa. Conheça a pessoa, conecte-se com ela e converse, mesmo que as respostas sejam somente duas palavra, você verá que muitas vezes é o suficiente.

Afinal, como diz uma famosa figurinha: "Só digo uma coisa, não digo nada, e digo mais, só digo isso”.


Gostou deste texto?

Então, me conta o que achou nos comentários e compartilhe para ajudar a espalhar essa ideia.
 


Kátia Regina

Executiva de RH | Apaixonada por gente, histórias e experiências | Escritora de artigos e rumo a publicação de livro(s)


Originalmente publicado em www.katiaregina.com


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