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Não pague bônus. Distribua merecimentos.

Atualizado: 14 de mai. de 2021

A gente se dedica durante o ano todo, equilibramos os desafios pessoais e profissionais, entregamos resultados surpreendentes, mas, quando chega o momento do pagamento do bônus, não recebemos o target total, afinal o resultado da Empresa não foi tão bom assim. Isso é justo? Claro que é, pois, apesar de todo esforço individual não foi possível atingir as metas coletivas.


Mas também tem aquela outra situação, a gente não faz o melhor ano, não tem a melhor performance individual, está com baixo engajamento com a empresa e “empurra os problemas com a barriga“, mas, quando chega o momento do pagamento do bônus, recebemos o target total, afinal o resultado da Empresa foi espetacular. Isso é justo? Claro que é, pois o pagamento de bônus e composto pela meta individual e coletiva.


Definitivamente, não sou adepta a pagamento de bônus baseado em atingimento de metas individuais. Não acredito que, nos dias de hoje, em um ambiente tão dinâmico, ágil, flexível, onde as empresas precisam se reinventar a todo momento, seja possível definir metas anuais e individuais. Isto limita a performance do profissional, a sua criatividade e a sua inovação.


O que eu acredito: as empresas deveriam ter, no máximo, 3 grandes metas que as mantém “vivas”, como por exemplo, Crescimento, Rentabilidade e Sustentabilidade. Não atingiu a meta. Lamento. Não há pagamento de bônus. Atingiu a meta. Parabéns! Paga o bônus! Sabe como? Por merecimento.


Merecimento????🤷🏽‍♀️


Agora vem uma ideia disruptiva. Ou será surreal?🤦🏾‍♀️

Mas vamos lá, vamos sonhar. 💁🏽‍♀️

Cada profissional, sabendo do seu papel e conhecendo as metas da Empresa, se dedica conforme o seu nivel de comprometimento. Sem a necessidade de ter metas individuais, mas recebe frequentes coaching e feedbacks para ter um sinal se de fato tem ou não contribuído para as metas da Empresa.


Ao final do ano fiscal, o lucro é publicado, e cada pessoa, na sua auto avaliação, define o valor que ela própria merece receber, seguindo unicamente as premissas:

a) Todos os colaboradores precisam receber algo.

b) A verba disponível é o lucro publicado. Não tem valor adicional. “Cabou, cabou”.

Em uma cultura de respeito, justiça e confiança, como você acredita que este lucro seria dividido? Por merecimento.


Ter nas Empresas, unicamente, metas coletivas, provavelmente, vai estimular maior colaboração, mais cooperação e engajamento das equipes.


Ser capaz de definir o seu próprio merecimento, é a prova de uma evolução humana pautada na honestidade, confiança e empatia. Uma pessoa com caráter justo, com muita facilidade, saberia definir quando ela excedeu ou não as expectativas para definir o seu próprio merecimento, ou ainda melhor, quando o seu colega de trabalho merece mais do que ele.


Agora pense bem, não teríamos um mundo melhor, formado por pessoas merecedoras?!


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Então, me conta o que achou nos comentários e compartilhe para ajudar a espalhar essa ideia.
 

Kátia Regina

Executiva de RH | Apaixonada por gente, histórias e experiências | Escritora de artigos e rumo a publicação de livro(s)


Originalmente publicado em www.katiaregina.com

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